2015

Crise de valores! Um tema muito atual e complexo. 
Na realidade, eu gosto um pouco e discretamente de infringir algumas regras. Claro que não falo de matar, torturar ou qualquer coisa assim tão grave. Não! Eu referi-mo a fugir um pouco ao estipulado. A minha mãe dizia que o meu pai era um “espírito de contradição” e ainda é. Acho que herdei dele um pouco disso. A minha mãe é uma católica super crente… hoje talvez as coisas sejam um pouco confusas… mas, continua a ser crente naquilo que a Igreja proclama como verdade. O meu pai… um herege, que gosta muito de chatear a minha mãe. Eu…  tento ser a mediadora de conflitos nesta situação. Acima de tudo porque tenho um pouco de ambos… modéstia à parte na dose certa .

Então é assim: eu acredito em Jesus Cristo! Acho que alguém acreditou ser a via entre o humano e sobre-humano, transcendental… não interessa. Acredito que ele morreu por uma causa maior o Homem! Acredito que ele foi verdadeiramente altruísta. Acredito também que já houve muitos Jesus Cristos que por qualquer motivo não foram assim conotados: Ghandi, Luther King, Madre Teresa de Calcutá, Nelson Mandela e tantos tantos que fizeram e fazem sem nunca serem conhecidos e reconhecidos. Mas é apenas uma opinião.

O que quero dizer com isto?
Que de quando em onde existe um ser humano igual a qualquer um de nós, mas com uma fé inabalável na razão de ser da nossa existência. Para isso está disposto a sacrificar a sua vida. A sua vida, não a dos outros. Não é altruísmo, não é despojamento, não é humildade, não! É muito mais que isso!
Assim como há outros que são capazes de tudo pelo seu próprio umbigo. O holocausto e as limpezas étnicas na Bósnia Herzegovina, as guerras em nome de supostas crenças, enfim a violência que grassa e faz de nós humanos  "a coisa" mais horribilis na face da terra. Nunca outro ser se tornou tão perigoso para a sua própria extinção, como nós próprios. Chacinas, terrorismo, imperialismo e a falsa democracia em que nós vivemos e deixamos passar, pelo simples facto de só nos preocuparmos em sobreviver.

Sem querer desprestigiar as boas intenções dos voluntários aos sem-abrigo, há violência doméstica, aos que lutam contra a pedofilia… enquanto não percebermos que, e cito: “pomos cobras no quintal do vizinho e esperamos que só mordam o vizinho?…” . As cobras não conhecem fronteiras. Então vamos repensar: não é melhor pensarmos que o que queremos para os outros se pode virar contra nós???? Agir e acreditar. Ainda!

Vamos ter fé em cada um de nós e evitar julgar os outros. Acreditar que cada um faz EFETIVAMENTE a diferença!

Um excelente 2015! Totalmente iluminado!