Beleza

A importância da beleza na sociedade atual é deprimente.

Porquê? Porque como se diz sendo uma sociedade em que somos todos diferentes nos seja imposto o sermos todos iguais? Que cada um de nós se transforme, que há individualidade se imponha a igualdade no pior dos sentidos, ou seja, que nunca nos aceitemos como somos, mas que queiramos ser como os outros acham que devemos ser.
Que a beleza seja algo instituído.

Tendências sempre houve ao longo dos séculos e de alguma forma marcaram sempre as pessoas. No entanto era suposto ao longo dos tempos essas diferenças se diluírem e não se transformarem em algo igual mas sem queo percebessemos.
Mas hoje, mais que nunca, somos escravos da imagem, de marcas, da publicidade e marketing, da profissão, da família... somos escravos mas não parecemos.

Quando ouvimos, e eu vou usar como chalaça, que “as mulheres gostam de homens de farda” a mim parece que seria a solução para muitas más situações. Se usássemos farda independentemente do trabalho (obviamente com exceções) e tivéssemos ao nosso dispor um tipo único de roupa, com certeza as nossas preocupações, os nossos interesses, os nossos pensamentos, seriam desviados para algo muito mais importante como, nós e os outros em “pé de igualdade”. Sim... não é por aí... pelo menos só por aí... eu sei

Desengane-se quem pensar que eu não sou como os comuns mortais “vítima” da moda, da vaidade e do consumo imediato. Felizmente começo a ficar cansada de tanta dependência e de procurar ser igual a todo o mundo, quando eu sou efetivamente diferente e atípica e tenho tido dificuldade em me aceitar como tal na mesma proporção em que tenho tido dificuldade em me tornar igual.

Este desejo de encaixarmos em estereótipos leva-nos por vezes a tomar medidas desesperadas, a incorrermos em caminhos perigosos muitas vezes minando a nossa saúde física e mental.

Como fugirmos deste ciclo e desta “prisão social”?
Hoje quando nos impõem determinado “look” para respondermos a empregos, até nos impõem o caráter e personalidade. Sites em quantidade q.b. que nos “educam” como fazer e estar para respondermos a este ou àquele tipo de emprego; revistas e não só, que nos dizem que tipo de homem ou mulher estão em voga; que tipo de vida, desporto, restaurantes, locais etc, devemos frequentar para estamos “in” e não “out”. Como manter a nossa individualidade, a nossa originalidade e o nosso carisma?
Não é fácil mas não é impossível. Acima de tudo temos que parar, olhar para nós e, começarmos a gostar do que vemos. Aceitar o que temos, melhorar-nos como pessoas e sentir-mo-nos bem na nossa “pele”. Acima de tudo aceitarmos a diferença como uma mais-valia do ser humano.

Procurarmos a beleza das pessoas e não a beleza nas pessoas!