Enid Blyton


Enid Blyton

Enid Mary Blyton, nasceu a 11 de Agosto de 1897, num pequeno andar sobre uma loja em Lordship Lane, zona Este de Dulwich em Londres. Com alguns meses de idade a sua família mudou-se para Beckenham em Kent. Local onde Enid e os seus irmãos, Hanly e Carcey passaram a sua infância. Hoje Beckenham é uma cidade activa, mas no século passado foi uma localidade calma e rural.
Enid foi uma apreciadora da história natural e sempre recordava os passeios que fazia com o seu pai Thomas Blyton. Ele ensinou-a tudo sobre a natureza, animais, insectos, aves e plantas, que viviam nos campos em volta da sua casa. O seu entusiasmo pelo estudo da natureza foi muito importante para o resto da sua vida, onde aplicou os conhecimentos em muitos livros, histórias poemas e artigos.
Também gostava muito de ler. Lia tudo o que lhe caia nas mãos, até enciclopédias difíceis. Com o incentivo do pai começou a inventar a suas próprias histórias e poemas.
Tal como gostava de escrever, também detestava ajudar em casa e cuidar dos seus irmãos mais pequenos. A sua mãe Theresa não compartilhava nenhum interesse de Enid ou do seu pai. Com o tempo Thomas e Theresa concluíram que já não tinhamnada em comum, separando-se quando Enid tinha 13 ou 14 anos, tendo ficado com a sua mãe. Enid sofreu muito com a saída do pai. Thomas foi um bom pianista e sempre tinha planeado uma carreira musical para a sua filha, mas em 1916 Enid decidiu  que a única coisa que queria era estudar para professora. Telefonou ao pai e convenceu--o a assinar os papeis necessários e um ano depois começou a estudar para professora primária, em Ipswich High Scholl.
Tempos depois, nas suas horas vagas começou a escrever seriamente.
No início Enid Blyton teve dificuldade em encontrar um editor para publicar as suas histórias e durante alguns anos o seu trabalho foi negado constantemente.
Como uma pessoa determinadaEnid não desistiu e continuou a escrever em cada minuto que tinha livre. Finalmente publicou um pequeno poema numa revista editada por Arthur Mee e um outro na “Nash’s Magazine”. Até hoje não se sabe qual dos poemas foram, pois na altura foram publicados sem o nome do autor. O primeiro poema com o titulo “Have You...!” (”Tu tens...”) apareceu em Março de 1917 no “Nash’s Magazine”. Uns meses depois na mesma revista publicou outro, chamado “My Summer Prayer” (O Meu Desejo de Verão).
Também quando terminou os seus estudos e começou a trabalhar como professora, Enid continuou a escrever. Em Fevereiro de 1922 começou a escrever artigos para a revista “Teachers World”. No início os seus trabalhos eram publicados com pouca regularidade, mas a partir de 1929 teve uma página semanal com o título “ Enid Blyton’s Children Page”. Normalmente continha uma carta, um poema e uma história. Escreveu regularmente para a “Teacher’s World” até 1945.
No Verão de 1922 Enid publica o seu primeiro livro, intitulado “Child Whispers”, que continha uma colecção dos seus poemas. 
A capa de cartão foi desenhada com pouca qualidade por um amigo da escola, Phyllis Chase. Mas dado o êxito obtido, o editor publicou outra colecção no ano seguinte, chamado “Real Fairies”. E assim Enid Blyton começou a sua carreira como autora.

http://www.misteriojuvenil.com/BlytonBiografia.htm
Enid Blyton é talvez a primeira autora que me lembro de ter lido. Era uma miúda talvez 8-10 anos e ia com os meus irmãos e a minha mãe visitar a minha tia que trabalhava na Biblioteca Pública Municipal do Porto. Enquanto as duas se entretinham a pôr a conversa em dia, eu os meus irmãos e o meu primo que conhecia a biblioteca de uma ponta à outra, iamos fazer coisas várias entre elas, eu, sentava-me no chão dos depósitos de literatura infanto-juvenil (na altura não havia livre acesso) e lia. Lembro-me perfeitamente das gigantescas estantes em madeira e eu sozinha no chão com um livro de Enid Blyton: ou Os Cinco ou Os Sete.
Um pouco mais tarde, talvez com 12 anos, descobri as Gémeas e o Colégio das 4 Torres. Bem, como adorei e admirei aquelas miúdas e me revi instantâneamente numa delas... que saudade. Rever Enyd Blyton de qualquer forma, trazer de novo ao quotidiano as histórias que me enfeitiçaram é uma honra e um prazer. Outra mulher notável do início do século XX!